aiba cA dor cervical — aquela que se instala no pescoço e muitas vezes irradia para os ombros, braços ou para a cabeça — é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos. Estima-se que cerca de 70% das pessoas experimentam algum grau de dor cervical ao longo da vida. Quando essa dor se torna crônica, afeta diretamente a qualidade de vida: limita os movimentos, prejudica o sono e dificulta até as tarefas mais simples do cotidiano.

Em muitos casos, a origem da dor está nas articulações facetárias — pequenas articulações que ficam na parte posterior da coluna e são responsáveis por guiar e estabilizar os movimentos. Com o envelhecimento, traumas ou sobrecarga mecânica, essas articulações podem desenvolver inflamação e artrose, gerando dor persistente. Para esses pacientes, os bloqueios cervicais e facetários representam uma das intervenções mais eficazes disponíveis atualmente.

Como é realizado o procedimento?

O bloqueio cervical ou facetário é um procedimento guiado por imagem — geralmente fluoroscopia (um tipo de raio-X em tempo real) ou ultrassom — que permite ao especialista localizar com precisão milimétrica a articulação ou o nervo a ser tratado. Uma mistura de anestésico local e corticoide é injetada diretamente no local, reduzindo a inflamação e interrompendo os sinais de dor. O paciente fica acordado durante todo o procedimento, que dura entre 20 e 40 minutos, e recebe alta no mesmo dia.

A precisão guiada por imagem é fundamental para a segurança e a eficácia do procedimento. Por isso, é essencial que o bloqueio seja realizado por um profissional com experiência e equipamento adequado — não se trata de uma simples infiltração, mas de uma intervenção técnica que exige treinamento especializado.

Quem se beneficia do bloqueio cervical ou facetário?

As principais indicações incluem: dor cervical crônica com ou sem irradiação para os braços, artrose das articulações facetárias cervicais ou lombares, cefaleia cervicogênica, dor após cirurgias de coluna (síndrome pós-laminectomia) e espasmos musculares refratários. O procedimento também pode ser usado de forma diagnóstica — se a dor melhora significativamente após o bloqueio, confirmamos que aquela estrutura é de fato a origem do problema, o que orienta o planejamento de tratamentos mais definitivos, como a radiofrequência.

É possível combinar com outros tratamentos?

Sim. O bloqueio frequentemente faz parte de um plano terapêutico mais amplo, que pode incluir fisioterapia, reabilitação postural e, quando indicado, procedimentos mais duradouros como a rizotomia por radiofrequência. A abordagem integrada é sempre a mais eficaz: o bloqueio quebra o ciclo de dor e permite que o paciente participe ativamente da reabilitação, potencializando os resultados a longo prazo.

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